Hub Azul Portugal

PORTUGAL TEM ELEVADO POTENCIAL NUMA ECONOMIA AZUL QUE VALE 92 MIL MILHÕES A NÍVEL MUNDIAL

Os dados são do Hub Azul Dealroom que reúne 1.210 startups mundiais da economia azul (47 de Portugal). A maior parte do valor está concentrado nas áreas da robótica, shipping, tecnologia climática, das energias limpas ou de eficiência energética.

As startups Bluetech (startups tecnológicas ligadas ao mar) e Blue Economy (startups ligadas à economia azul) têm uma avaliação de 92,8 mil milhões de euros em termos mundiais, de acordo com dados fornecidos, em exclusivo, ao Jornal Económico, pelo Hub Azul, baseados na plataforma Hub Azul Dealroom, onde estão neste momento 1.210 startups globais de economia azul (47 portuguesas). Portugal surge com “grande potencial nesta área” e com capacidade de gerar “grande valor acrescentado” apesar de ter um “ecossistema embrionário”, de acordo com o coordenador do Hub Azul Portugal, Gonçalo Faria.

Desse total de 92,8 mil milhões de euros 63,8%, o equivalente a 59,5 mil milhões de euros, estão concentradas nas áreas da robótica, do shipping, da tecnologia climática, das energias limpas ou eficiência energética.

“11,3% estão classificadas com robótica, 13.4% estão classificadas como shipping, 31,5% estão classificadas como tecnológicas climáticas. 7,6% estão classificadas como energia limpa ou eficiência energética”, de acordo com os dados do Hub Azul.

O coordenador do projeto Hub Azul Portugal, Gonçalo Faria, considera que o valor aportado por estas empresas sendo tendências globais servem como “indicadores de referência” para Portugal direcionar a sua estratégia.

“A análise destas tendências dá-nos informação muito relevante sobre o caminho que deveremos seguir em termos de investigação, mas também naquilo que respeita à inovação, com o desenvolvimento de novos produtos e de novas soluções. Permite-nos perceber em que áreas os investidores internacionais estão mais interessados, em que áreas a aposta é maior, significando isso maior capacidade de atrair investimento internacional”, diz Gonçalo Faria, ao Jornal Económico.

O coordenador do Hub Azul Portugal sublinha que Portugal “tem um enorme potencial nestas áreas” contudo, tendo em conta os dados do Hub Azul Dealroom, uma plataforma criada no âmbito do projeto Hub Azul Portugal, e que junta fundos de investimento a startups internacionais e estas a empresas âncora do ecossistema português, “revelam que ainda há muito trabalho a fazer”.

Gonçalo Faria sublinha que das 47 startups portuguesas que estão registadas no Hub Azul Dealroom, “que representam 3,8% do total), oito têm uma avaliação registada de 194 milhões de euros, o equivalente a 0,2% da avaliação total da amostra.

O coordenador do Hub Azul Portugal acrescenta que só a Tekever absorve 125 milhões de euros de avaliação, ou seja, 64% do total.

“Ainda assim, é interessante verificar que das oito startups [que têm avaliação registada de 194 milhões de euros] (Tekever, Inclita Seaweed Solutions, Oceano Fresco, Cargofive, Meight, Sensefinity, Exogenus Therapeutics e Bitcliq), quatro trabalham na digitalização de processos (Bitcliq, Sensefinity, Meight e CargoFIve) e uma trabalha sobretudo na sensorização e observação do oceano (Tekever)”, refere Gonçalo Faria.

Portugal tem elevado potencial de valor acrescentado
Para Gonçalo Faria, Portugal possui um “ecossistema embrionário” que tem um “elevado potencial” de valor acrescentado.

Gonçalo Faria sublinha que uma das tarefas do Hub Azul Portugal passa por “desenvolver mecanismos” que procurem, através dos sete hubs que serão criados no território continental português, “aproveitar a excelente investigação que se faz em Portugal, nestas como em outras áreas para a criação de novas empresas, de produtos e de soluções que vão ao encontro das tendências e das necessidades dos mercados internacionais”.

O coordenador do Hub Azul Portugal considera que o país está perante uma “oportunidade”, e sublinha a importância da plataforma Hub Azul Dealroom tendo em conta que “fornece informação de inteligência económica muito relevante para alinhar a investigação e a inovação com as tendências de investimento internacionais”.

Aquacultura e shipping ganham relevo
Em termos mundiais, os dados mostram também que 82,5% da avaliação [92,8 mil milhões de euros] de startups Bluetech e Blue Economy na categoria robótica foram criadas depois de 2015.

“Este valor é aproximadamente 20% para a área da aquacultura e 29,6% para o shipping”, salienta os dados retirados do Hub Azul Dealroom.

As startups Bluetech e Blue Economy na área offshore atingem os 1,8 mil milhões de euros.

“45% desta avaliação diz respeito a empresas criadas após 2015. Dentro desta classificação estão tecnologias de infraestrutura, manutenção, monitorização, digitalização, etc..”, explica o Hub Azul.

Na área das eólicas offshore (offshore wind) esse valor fixou-se nos 1,7 mil milhões de euros e 33% diz respeito a startups criadas após 2015.

Área das eólicas offshore obtém maior crescimento
As startups Bluetech e Blue Economy ligadas às eólicas offshore têm tido um crescimento assinalável.

Os dados do Hub Azul Dealroom confirmam uma subida de 102% entre 2021 e 2022. A robótica segue também a tendência com um crescimento de 65%.

Já as startups Bluetech e Blue Economy na área seaweed aumentaram 40% quando comparado 2022 com os primeiros nove meses de 2023.

Maior investimento está concentrado na robótica e no shipping
O investimento em startups Bluetech e Blue Economy na área da robótica ascendeu aos 1,5 mil milhões de euros, atingindo um crescimento que se aproximou dos 200% face a 2021.

“Este valor foi muito influenciado pela series E de 1,3 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) da Anduril de dezembro de 2022”, explica o Hub Azul.

O investimento em 2022 em startups Bluetech e Blue Economy, na área do shipping, foi de 1,5 mil milhões de euros, um crescimento aproximado de 200% face a 2021.

“Este valor foi muito influenciado pela series E de 934 milhões de dólares (883 milhões de euros) da Flexport em fevereiro de 2022”, explica o Hub Azul.

Já o investimento em 2022 em startups Bluetech e Blue Economy e da área do offshore foi de 145 milhões de euros, mais 76% em comparação com 2021.

Comparando 2022 com os primeiros nove meses de 2023 o investimento nesta área ficou em 198 milhões de euros, “muito influenciado por uma operação em agosto de 2023 de 150 milhões de libras (172 milhões de euros) em growth equity da Venterra, uma empresa que opera na indústria do floating offshore wind, pela Beyond Net Zero”, salienta o Hub Azul.

O investimento em 2022 em startups Bluetech e Blue Economy na área da aquacultura chegou aos 233 milhões de euros, um crescimento aproximado de 6% face a 2021.

“Comparando 2022 com os primeiros nove meses de 2023 foram feitas apenas duas rondas acima de series B, ambas para a EFishery, em Maio e Julho”, diz o Hub Azul.

Na análise a estes dados o Hub Azul salienta que nas indústrias mais escaláveis, como a da robótica e do shipping, “tem-se visto surgir operações de late VC com elevados montantes, marcando uma separação versus o tradicional domínio de seeds e series A”.

O Hub Azul sublinha que as tecnológicas climáticas dominam a avaliação total, com aproximadamente um terço, “talvez porque esteja bem identificado como potencial de investimento sustentável”.

A plataforma Hub Azul Dealroom, insere-se no projeto Hub Azul Portugal, financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Fórum Oceano, é o responsável pela criação do modelo de negócio global para o Hub Azul, em articulação com o seu Conselho de Gestão Estratégica, presidido pela Direção-Geral da Política do Mar.

Fórum Oceano e a World Ocean Initiative, do The Economist Impact, unem-se em estratégia digital para fortalecer uma Economia Azul sustentável

O Fórum Oceano – entidade gestora do Cluster da Economia Azul de Portugal, e a World Ocean Initiative, do The Economist Group, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para a promoção, através da plataforma digital Hub Azul Dealroom (https://hubazuldealroom.forumoceano.pt/intro), de um ecossistema na Economia Azul sustentável que promova a inovação e o investimento de forma global.

O objetivo deste MOU é expressar o compromisso de ambas partes em identificar e apoiar oportunidades que contribuam para o desenvolvimento de uma economia azul sustentável. Esta “knowledge-partnership” representa um passo significativo no sentido de enfrentar os desafios mais urgentes que os oceanos enfrentam, através de esforços colaborativos.

O Hub Azul Dealroom é a primeira plataforma digital projetada para mapear rapidamente informação de negócios da Economia Azul e fazer um “match” entre startups, SMEs e investidores. O Dealroom já tem registadas mais de 1.200 startups (com mais de 1.800 rondas de investimento), cerca de 2.600 investidores e mais de 120 grandes empresas. O site da plataforma revela ainda que já foram efetuadas 1.631 rondas de financiamento.

Na qualidade de “Knowledge Partner”, a World Ocean Initiative (WOI) irá colaborar com o Fórum Oceano no desenvolvimento e promoção da plataforma digital Hub Azul Dealroom. Esta iniciativa, gerida pelo Fórum Oceano e financiada pelo EU Next Generation – Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, serve como pedra basilar para fomentar o investimento ESG na construção de um modelo de negócio do Cluster da Economia Azul de Portugal e do Hub Azul.

A WOI também irá fornecer apoio de consultoria, sem compromissos financeiros, para o desenvolvimento da rede Hub Azul, incluindo aconselhamento sobre missões empresariais, atividades como eventos e programas, refinamento do modelo de negócios e estabelecimento de novos relacionamentos relevantes. O Fórum Oceano, por sua vez, apoiará os esforços da WOI para a transição para uma economia azul sustentável. A próxima Economist Impact’s World Ocean Summit (Economist Impact’s World Ocean Summit) regressa a Lisboa em março de 2024.

Ruben Eiras, Secretário-Geral do Fórum Oceano: “Este MoU marca um momento crucial nos esforços coletivos para fornecer melhor informação, conteúdo e inteligência para o empreendedorismo e investidores que estão focados na promoção de uma verdadeira economia ESG azul.  Ao unir forças com o WOI, do The Economist Impact, pretendemos desbloquear novas oportunidades e estabelecer uma referência global para soluções inovadoras em todos os setores da economia azul, estabelecendo modelos de negócios que sejam ao mesmo tempo rentáveis e geradores de um “superávit ambiental” para os ecossistemas do oceano”.

Tatiana Der Avedissian, head of business development da World Ocean Initiative (WOI) do The Economist Impact: “A WOI tem defendido a necessidade de colmatar a lacuna de investimento na inovação oceânica através da World Ocean Summit anual e da 2022 World Ocean Tech and Innovation Summit. Acreditamos que este é um fator crucial para acelerar a transição para uma economia azul sustentável. O Hub Azul Dealroom é uma grande iniciativa que apoiará este objetivo e estamos felizes em apoiar este esforço como Knowledge Partner”.

Esta colaboração entre o Fórum Oceano e a WOI representa um compromisso partilhado para impulsionar mudanças positivas na economia azul global e dá o mote para práticas inovadoras e sustentáveis que pretendem moldar o futuro dos nossos oceanos.

GOVERNO ANTECIPA CRIAÇÃO DE 30% DE ÁREAS MARINHAS PROTEGIDAS PARA 2026

O Governo antecipou para 2026 a meta de criação de 30% de áreas marinhas protegidas, inicialmente prevista para 2030, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro, que afirmou que Portugal pretende manter uma “posição de charneira na economia azul”. Estes anúncios foram feitos por António Costa no Fórum de Investimento na Economia Azul Sustentável, que decorre esta quarta no Centro de Congressos do Estoril, em Lisboa, e visa “debater o crescimento económico impulsionado pela economia do oceano”.a área das energias renováveis, António Costa referiu que Portugal tem a ambição de “atingir uma capacidade instalada de produção de energia eólica offshore de dez gigawatts até 2030”.A par destes anúncios, António Costa salientou que Portugal está “fortemente empenhado na descarbonização do transporte marítimo” e “continua a investir ativamente em infraestruturas para a economia azul”, referindo que, no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), está previsto um “plano de financiamento de 87 milhões de euros para a criação do Hub Azul” Portugal, “uma rede de centros de investigação e desenvolvimento e de universidades focadas na ciência, tecnologia e inovação marinhas”.Esse hub, segundo o primeiro-ministro, irá “duplicar o número de startups a operar em Portugal na área da economia azul, bem como o número de projetos apoiados por fundos públicos”.Costa destacou que Portugal quer ser “um pólo europeu de excelência na área da biotecnologia azul, atraindo investimento e know-how (em português, saber como) de todo o mundo para desenvolver ciência de ponta e gerar novo valor de mercado”, estando a ser criado, nos terrenos da antiga refinaria de Matosinhos, o Centro Internacional de Biotecnologia Azul.O chefe do executivo referiu que, “para poucos países o mar é tão fundacional como para Portugal” e sublinhou que, a nível nacional, “a bioeconomia e a biotecnologia azul já desempenham um papel fundamental”.”Mas o potencial de crescimento é enorme e, neste sentido, Portugal tem integrado a sua política marítima, ordenado o seu espaço marítimo e promovido energias renováveis oceânicas de forma a criar todas as condições para estar na linha da frente ao nível da economia azul”, frisou.

Notícia publicada no jornal Público:
https://www.publico.pt/2023/10/04/azul/noticia/governo-antecipa-criacao-30-areas-marinhas-protegidas-2026-2065632

CONSELHO DE GESTÃO ESTRATÉGICA DO HUB AZUL APOSTA NA PROJEÇÃO INTERNACIONAL

O Conselho de Gestão Estratégica do “Hub Azul, Rede de Infraestruturas para a Economia Azul” reuniu-se hoje, no Porto, para discutir um modelo de governação que promova sinergias entre PMEs e start-ups, grandes empresas, centros de interface e universidades. O Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, participou nos trabalhos.

Estas sinergias são cruciais para o sucesso da estratégia de ampliação e promoção dos setores tradicionais e emergentes da economia azul e permitirão beneficiar das oportunidades decorrentes das transições climática e digital, fundamentais para aumentar a projeção internacional deste setor económico em Portugal.

Nesta reunião foi ainda dada atenção particular à organização da segunda edição do Sustainable Blue Economy Investment Forum (SBEIF), que se realiza no próximo dia 4 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril, com o objetivo de dinamizar a projeção internacional da economia azul nacional, fator elementar para atrair novas empresas e investimento direto estrangeiro.


Notícia publicada no site
Oficial do XXIII Governo Constitucional – República Portuguesa (Portugal.gov.pt): https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/comunicado?i=conselho-de-gestao-estrategica-do-hub-azul-aposta-na-projecao-internacional

NOVO HUB AZUL DE LEIXÕES. ABERTO CONCURSO NO VALOR DE 4,9 MILHÕES DE EUROS

Está aberto o concurso público para o novo Hub Azul de Leixões. Estão disponíveis 4,9 milhões de euros para a sua construção sendo que as empresas interessadas têm 90 dias para concorrer.

O Hub Azul é uma infraestrutura científica, tecnológica e de inovação, que tem como objetivo desenvolver a economia azul.

O novo Hub Azul de Leixões, inclui a construção de um tanque central multiusos, com um prazo de conclusão de 365 dias, tendo como entidade adjudicante o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), enquanto líder do consórcio HUB Azul de Leixões.

O caderno de encargos prevê que a obra seja realizada na Plataforma Logística do Porto de Leixões, com prazo de finalização até ao final de 2025.

O Hub Azul Leixões para além do INESC TEC reúne outras entidades como: a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a Câmara Municipal de Matosinhos, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) e o Fórum Oceano.

Notícia publicada no Jornal Económico: https://jornaleconomico.pt/noticias/aberto-concurso-para-novo-hub-azul-de-leixoes-no-valor-de-49-milhoes-de-euros/



ENIDH INICIA CONCURSO PÚBLICO PARA CONSTRUIR CENTRO INTERNACIONAL DE SEGURANÇA MARÍTIMA

A Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) lança o concurso público internacional para a formação do contrato de «Empreitada de conceção-construção do Centro Internacional de Segurança Marítima».

O Anúncio do Concurso foi já publicado em Diário da República, no JOUE e na Plataforma VORTAL, tendo um preço base de três milhões duzentos e cinquenta mil euros, acrescidos de IVA, financiado em 100% por verbas do PRR, programa Blue Hub School.

O Centro Internacional de Segurança Marítima (CISM), será uma infraestrutura para formação prática de cursos em conformidade com a Convenção STCW (International Convention on Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers) e respetivo Código, que estabelece as Normas de Formação, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos, nomeadamente no capítulo 6 – Funções de emergência, segurança no trabalho, proteção, assistência médica e sobrevivência.

O CISM será igualmente uma infraestrutura para formação prática de cursos em conformidade com a Convenção STCW-F (International Convention on Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Fishing Vessel Personnel), no que respeita à formação prática de segurança marítima para todo os tripulantes de navios de pesca.

Os equipamentos do CISM, serão certificados de acordo com os requisitos dos códigos da IMO “Fire Safety System Code” e “Life-Saving Appliances”, por forma a serem utilizados equipamentos certificados, tal como os utilizados nos navios.

Para além da formação referida anteriormente, o CISM, deve também, garantir a possibilidade de formação, nas áreas aplicáveis, no âmbito de trabalhos em altura, bem como na vedação de rombos e alagamentos.

Mais informação em:

Escola Superior Náutica Infante D. Henrique

Recuperar Portugal

CONCURSO PÚBLICO – CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO SMARTOCEAN OPEN LABS

O Hub Azul Peniche acaba de anunciar o lançamento do caderno de encargos relativamente à construção do edifício que irá receber a sede do “Smart Ocean Open Labs”, dentro da zona portuária.

O edifício terá 12 laboratórios e 13 escritórios e faz parte do Parque de Ciência e Tecnologia Marinha Smart Ocean, que constitui o polo de Peniche do Hub Azul.

Sob o tema “for a blue future”, será a base de um ecossistema onde a ciência, a tecnologia, a inovação e o empreendedorismo se irão unir para criar um mar de novas ideias, novas soluções e novas oportunidades para um futuro azul.

Saiba mais

HUB AZUL DEALROOM IGNITION EVENT

O Hub Azul Dealroom é a plataforma digital que liga startups e empreendedores a investidores, empresas e instituições do sector da Economia Azul.
Ao alavancar o poder da conectividade e colaboração digital, o HUB AZUL DEALROOM tem o potencial de revolucionar a Economia Azul, promovendo a gestão responsável dos recursos oceânicos, enquanto impulsiona o crescimento económico e a inovação com sugestões de matchmaking impactantes.

Com a presença confirmada do Sr. Secretário de Estado do Mar, Engº. José Maria Costa, este importante evento irá também celebrar a assinatura de protocolos de colaboração e MoUs entre o Fórum Oceano e a Caixa Geral de Depósitos, Startup Portugal, Euronext Lisbon, Katapult Ocean, BlueInvest e Porto de Lisboa, com o objetivo de desenvolver a plataforma HUB AZUL DEALROOM e o ecossistema de inovação Hub Azul.

AGENDA DO EVENTO
15h00 – SESSÃO DE ABERTURA

  • Presidente da Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia
  • Secretário-Geral da Fórum Oceano, Ruben Eiras
  • Diretora-geral da Direcção-Geral de Política Marítima, Marisa Silva

15h20 – APRESENTAÇÃO DA PLATAFORMA DEALROOM DO HUB AZUL

  • Gestor-Líder do projeto Hub Azul, Rede de Infraestruturas para a Economia Azul, Gonçalo Faria
  • Gestor de Inovação do projeto Hub Azul, Manuel Melo

15h30 – CERIMÓNIA DE ASSINATURA DOS ACORDOS DE COOPERAÇÃO DO FÓRUM OCEANO

Protocolo Fórum Oceano-Caixa Geral de Depósitos:
Estabelece a cooperação entre a Fórum Oceano e a CGD para parcerias no financiamento da economia azul sustentável, no desenvolvimento da plataforma Hub Azul Dealroom e no ecossistema de inovação Hub Azul.

Protocolo Fórum Oceano-Euronext Lisboa:
Estabelece a cooperação entre a Fórum Oceano e a Euronext Lisbon para o desenvolvimento da plataforma Hub Azul Dealroom e do ecossistema de inovação Hub Azul.

Protocolo Fórum Oceano-Startup Portugal:
Estabelece a cooperação entre a Fórum Oceano e a Startup Portugal para o desenvolvimento da plataforma Hub Azul Dealroom e do ecossistema de inovação Hub Azul.

Protocolo Fórum Oceano-Porto de Lisboa:
Estabelece a cooperação entre a Fórum Oceano e o Porto de Lisboa para o desenvolvimento de um programa acelerador de inovação portuária para a economia azul, em articulação com o ecossistema de inovação Hub Azul.

Os seguintes Memorandos de Entendimento serão assinados digitalmente devido a questões de agenda

Memorando de Entendimento Fórum Oceano-Katapult Ocean:
Estabelece a cooperação entre a Fórum Oceano e a Katapult Ocean para o desenvolvimento da plataforma Hub Azul Dealroom e do ecossistema de inovação Hub Azul.

Memorando de Entendimento Fórum Oceano-BlueInvest:
Estabelece a cooperação entre a Fórum Oceano e a BlueInvest para o desenvolvimento da plataforma Hub Azul Dealroom e do ecossistema de inovação Hub Azul.


DISCURSOS:

  • Discurso do Presidente da Fórum Oceano, António Nogueira Leite
  • Intervenção do Presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo
  • Intervenção da Presidente do Conselho de Administração da Euronext Lisbon, Isabel Ucha
  • Intervenção do CEO da Startup Portugal, António Dias Martins
  • Intervenção do Presidente da Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia
  • Discurso do CEO da Katapult Ocean, Jonas Skattum Svegaarden (vídeo)
  • Intervenção da Partner da PWC Luxembourg, Daniela Cedola (vídeo)

16h15 – ENCERRAMENTO DO EVENTO
Discurso do Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa.


16:30h – Sea Tasting

(O evento será realizado em português)

NASCEU O HUB AZUL DEALROOM E JÁ TEM 1.045 STARTUPS REGISTADAS

O presidente do Fórum Oceano, António Nogueira Leite, destacou as parcerias com a Euronext Lisbon e com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), considerando que “são importantes para atrair novos investidores, para dar acesso a novos produtos financeiros e a diferentes formas de financiamento criando condições para o desenvolvimento da economia do mar”.

Hub Azul Dealroom foi hoje lançada e é a primeira plataforma digital (https://hubazuldealroom.forumoceano.pt/intro) concebida para mapear rapidamente dados empresariais da Economia Azul e fazer matchmaking de negócios entre startups, PMEs e investidores. Já estão registadas na plataforma 1.045 startups (das quais 800 com capital levantado), perto de 1.200 investidores e mais de 100 grandes empresas. O site da plataforma mostra 1.631 rondas de financiamento.

O Hub Azul Dealroom é a plataforma digital de internacionalização global da Economia Azul de Portugal, dinamizada pelo Fórum Oceano (Cluster da Economia Azul de Portugal), em articulação com o Conselho de Gestão Estratégica presidido pela Direção-Geral de Política Marítima do Ministério da Economia e Mar de Portugal.

O Hub Azul Dealroom é financiado pelo Next Generation EU Fund – Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal.

António Nogueira Leite, presidente do Fórum Oceano, realçou no seu discurso que “vamos passar para uma economia em que, mais do que os recursos, são as competências que serão fundamentais para o crescimento do país”.

“Temos aqui uma oportunidade única”, frisou Nogueira Leite. O presidente do Fórum Oceano destacou as parcerias com a Euronext Lisbon e com a CGD, considerando que “são importantes para atrair novos investidores, para dar acesso a novos produtos financeiros e a diferentes formas de financiamento criando condições para o desenvolvimento da economia do mar”.

Paulo Macedo, realçou o valor económico do mar para defender a importância da plataforma. A questão da descarbonização assume particular importância para o banqueiro,

O presidente do Fórum realçou a importância dos protocolos com a Euronext Lisbon e com o maior banco português, a CGD.

Foram assinados esta segunda-feira quatro Protocolos de Cooperação entre o Fórum Oceano, liderado por António Nogueira Leite e quatro instituições. Na Gare Marítima de Alcântara os protocolos foram assinados pelo CEO da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo; pelo presidente da StartUp Portugal António Dias Martins; a presidente da EuroNext Lisbon, Isabel Ucha; e presidente do Porto de Lisboa Carlos Correia.

Foram também assinados dois Memorandos de Entendimento (MoU) com a maior aceleradora mundial de startups da Economia azul, o Katapult Ocean e o mecanismo da Comissão Europeia Blue Invest Platform.

“Os protocolos de cooperação que criam as bases destas iniciativas foram hoje assinados na Gare Marítima de Alcântara. Além do acordo assinado entre o Fórum Oceano e a Administração do Porto de Lisboa (APL), esta cerimónia contemplou ainda a assinatura de outros três protocolos de cooperação que o Fórum Oceano fixou com a Caixa Geral de Depósitos, StartUp Portugal e EuroNext Lisbon, bem como dois memorandos de entendimento com o Katapult Ocean, a maior aceleradora mundial de startups da Economia azul, e o Blue Invest Platform, o mecanismo da Comissão Europeia”, afirma o Porto de Lisboa em comunicado.

No âmbito do lançamento da plataforma Hub Azul Dealroom, lançada pelo Forum Oceano, o Porto de Lisboa anunciou que lançou um Programa de Aceleração da Inovação para a Economia Azul, em articulação com o ecossistema de inovação Hub Azul Portugal.

“Com este acelerador, o Porto de Lisboa torna-se o primeiro porto com um programa acelerador da economia azul”, diz a instituição que acrescenta que “o objetivo é criar um ecossistema de inovação capaz de incentivar e escalar tecnologias de relevo nos domínios da digitalização, descarbonização, intermodalidade e circularidade, nas áreas da economia do mar”.

Este acelerador vai funcionar em associação com a plataforma Hub Azul Dealroom, também lançada hoje pelo Fórum Oceano, e que se assume como a primeira plataforma mundial de negócios da economia azul.

Para o Presidente do Conselho de Administração da APL, Carlos Correia, “este é um marco importante para o Porto de Lisboa nos domínios da economia, da inovação, da sustentabilidade e da promoção empresarial. Com o lançamento de um acelerador tecnológico queremos assumir um papel central no desenvolvimento científico e tecnológico ligado ao mar. Somos uma empresa ligada ao mar, num país ligado ao mar e estamos determinados em promover a economia azul, de forma circular e sustentável”.

A sessão de abertura foi levada a cabo pelo Presidente da Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia, pelo Secretário-geral do Fórum Oceano, Ruben Eiras e pela Diretora-Geral da Direção Geral da Política do Mar (DGPM), Marisa Silva.

O encerramento da sessão ficou a cargo do Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, com a cerimónia a ser simbolicamente encerrada com o “toque do sino Euronext” que marca a entrada da plataforma digital Hub Azul Dealroom no mercado.

Notícia Jornal Económico: https://jornaleconomico.pt/noticias/nasceu-o-hub-azul-dealroom-e-ja-tem-1-045-startups-registadas/

CGD ESTÁ PREPARADA PARA “JOINT-VENTURES” E AQUISIÇÕES NO ÂMBITO DA ECONOMIA AZUL

O CEO da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, referiu que o banco está preparado para avançar com “joint-ventures” e fusões e aquisições no campo da economia dos oceanos, no âmbito do lançamento de uma plataforma que facilita o investimento nesta área.

No âmbito do lançamento da plataforma Hub Azul Dealroom – que pretende casar start-ups, PME e investidores em projetos da economia azul -, o CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, não pôs de parte eventuais “joint-ventures” ou aquisições futuras para apoiar a economia que rodeia os oceanos.

A plataforma Hub Azul Dealroom, lançada nesta segunda-feira, recorre à inteligência artificial para ligar vários atores do mercado de investimento de economia azul (investidores, start-ups e pequenas e médias empresas) com interesses em comum.

A tecnologia identifica o perfil das start-ups e cruza-as com os fundos de investimento presentes na plataforma, através da informação aberta da Internet e do algoritmo proprietário da Dealroom, o que permite “ter acesso a informação credível sobre os tipos de investimento, investidores, “start-ups” e de mercado”, referiu o gestor de inovação da Fórum Oceano, Manuel Melo. “A economia portuguesa só pode crescer se aproveitar os seus recursos”, disse o professor catedrático da Nova School Business of Economics.

É por isso que o projeto atraiu parceiros como a Caixa Geral de Depósitos, cujo CEO, presente na cerimónia, sublinhou a sua relevância “para reduzir a pegada ecológica” das empresas e atingir os objetivos de emissão zero. Também foi neste contexto que avançou que a CGD está preparada “para criar ‘joint-ventures’ e fazer operações de fusão e aquisição”, além da emissão de obrigações sustentáveis e obrigações verdes.

Além da Caixa Geral de Depósitos, outro dos parceiros em destaque é a própria Euronext Lisbon. A sua presidente executiva, Isabel Ucha, também referiu o papel central que a economia azul tem assumido na Europa. Segundo a CEO, nos últimos cinco anos a economia azul na Euronext aumentou 30% e conta agora com 200 empresas, em áreas como pesca, exploração mineira, transporte marítimo, ligadas ao turismo, entre outras.

Notícia Jornal de Negócios: https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/cgd-esta-preparada-para-joint-ventures-e-aquisicoes-no-ambito-da-economia-azul