Hub Azul Portugal

PORTUGAL TEM ELEVADO POTENCIAL NUMA ECONOMIA AZUL QUE VALE 92 MIL MILHÕES A NÍVEL MUNDIAL

Os dados são do Hub Azul Dealroom que reúne 1.210 startups mundiais da economia azul (47 de Portugal). A maior parte do valor está concentrado nas áreas da robótica, shipping, tecnologia climática, das energias limpas ou de eficiência energética.

As startups Bluetech (startups tecnológicas ligadas ao mar) e Blue Economy (startups ligadas à economia azul) têm uma avaliação de 92,8 mil milhões de euros em termos mundiais, de acordo com dados fornecidos, em exclusivo, ao Jornal Económico, pelo Hub Azul, baseados na plataforma Hub Azul Dealroom, onde estão neste momento 1.210 startups globais de economia azul (47 portuguesas). Portugal surge com “grande potencial nesta área” e com capacidade de gerar “grande valor acrescentado” apesar de ter um “ecossistema embrionário”, de acordo com o coordenador do Hub Azul Portugal, Gonçalo Faria.

Desse total de 92,8 mil milhões de euros 63,8%, o equivalente a 59,5 mil milhões de euros, estão concentradas nas áreas da robótica, do shipping, da tecnologia climática, das energias limpas ou eficiência energética.

“11,3% estão classificadas com robótica, 13.4% estão classificadas como shipping, 31,5% estão classificadas como tecnológicas climáticas. 7,6% estão classificadas como energia limpa ou eficiência energética”, de acordo com os dados do Hub Azul.

O coordenador do projeto Hub Azul Portugal, Gonçalo Faria, considera que o valor aportado por estas empresas sendo tendências globais servem como “indicadores de referência” para Portugal direcionar a sua estratégia.

“A análise destas tendências dá-nos informação muito relevante sobre o caminho que deveremos seguir em termos de investigação, mas também naquilo que respeita à inovação, com o desenvolvimento de novos produtos e de novas soluções. Permite-nos perceber em que áreas os investidores internacionais estão mais interessados, em que áreas a aposta é maior, significando isso maior capacidade de atrair investimento internacional”, diz Gonçalo Faria, ao Jornal Económico.

O coordenador do Hub Azul Portugal sublinha que Portugal “tem um enorme potencial nestas áreas” contudo, tendo em conta os dados do Hub Azul Dealroom, uma plataforma criada no âmbito do projeto Hub Azul Portugal, e que junta fundos de investimento a startups internacionais e estas a empresas âncora do ecossistema português, “revelam que ainda há muito trabalho a fazer”.

Gonçalo Faria sublinha que das 47 startups portuguesas que estão registadas no Hub Azul Dealroom, “que representam 3,8% do total), oito têm uma avaliação registada de 194 milhões de euros, o equivalente a 0,2% da avaliação total da amostra.

O coordenador do Hub Azul Portugal acrescenta que só a Tekever absorve 125 milhões de euros de avaliação, ou seja, 64% do total.

“Ainda assim, é interessante verificar que das oito startups [que têm avaliação registada de 194 milhões de euros] (Tekever, Inclita Seaweed Solutions, Oceano Fresco, Cargofive, Meight, Sensefinity, Exogenus Therapeutics e Bitcliq), quatro trabalham na digitalização de processos (Bitcliq, Sensefinity, Meight e CargoFIve) e uma trabalha sobretudo na sensorização e observação do oceano (Tekever)”, refere Gonçalo Faria.

Portugal tem elevado potencial de valor acrescentado
Para Gonçalo Faria, Portugal possui um “ecossistema embrionário” que tem um “elevado potencial” de valor acrescentado.

Gonçalo Faria sublinha que uma das tarefas do Hub Azul Portugal passa por “desenvolver mecanismos” que procurem, através dos sete hubs que serão criados no território continental português, “aproveitar a excelente investigação que se faz em Portugal, nestas como em outras áreas para a criação de novas empresas, de produtos e de soluções que vão ao encontro das tendências e das necessidades dos mercados internacionais”.

O coordenador do Hub Azul Portugal considera que o país está perante uma “oportunidade”, e sublinha a importância da plataforma Hub Azul Dealroom tendo em conta que “fornece informação de inteligência económica muito relevante para alinhar a investigação e a inovação com as tendências de investimento internacionais”.

Aquacultura e shipping ganham relevo
Em termos mundiais, os dados mostram também que 82,5% da avaliação [92,8 mil milhões de euros] de startups Bluetech e Blue Economy na categoria robótica foram criadas depois de 2015.

“Este valor é aproximadamente 20% para a área da aquacultura e 29,6% para o shipping”, salienta os dados retirados do Hub Azul Dealroom.

As startups Bluetech e Blue Economy na área offshore atingem os 1,8 mil milhões de euros.

“45% desta avaliação diz respeito a empresas criadas após 2015. Dentro desta classificação estão tecnologias de infraestrutura, manutenção, monitorização, digitalização, etc..”, explica o Hub Azul.

Na área das eólicas offshore (offshore wind) esse valor fixou-se nos 1,7 mil milhões de euros e 33% diz respeito a startups criadas após 2015.

Área das eólicas offshore obtém maior crescimento
As startups Bluetech e Blue Economy ligadas às eólicas offshore têm tido um crescimento assinalável.

Os dados do Hub Azul Dealroom confirmam uma subida de 102% entre 2021 e 2022. A robótica segue também a tendência com um crescimento de 65%.

Já as startups Bluetech e Blue Economy na área seaweed aumentaram 40% quando comparado 2022 com os primeiros nove meses de 2023.

Maior investimento está concentrado na robótica e no shipping
O investimento em startups Bluetech e Blue Economy na área da robótica ascendeu aos 1,5 mil milhões de euros, atingindo um crescimento que se aproximou dos 200% face a 2021.

“Este valor foi muito influenciado pela series E de 1,3 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) da Anduril de dezembro de 2022”, explica o Hub Azul.

O investimento em 2022 em startups Bluetech e Blue Economy, na área do shipping, foi de 1,5 mil milhões de euros, um crescimento aproximado de 200% face a 2021.

“Este valor foi muito influenciado pela series E de 934 milhões de dólares (883 milhões de euros) da Flexport em fevereiro de 2022”, explica o Hub Azul.

Já o investimento em 2022 em startups Bluetech e Blue Economy e da área do offshore foi de 145 milhões de euros, mais 76% em comparação com 2021.

Comparando 2022 com os primeiros nove meses de 2023 o investimento nesta área ficou em 198 milhões de euros, “muito influenciado por uma operação em agosto de 2023 de 150 milhões de libras (172 milhões de euros) em growth equity da Venterra, uma empresa que opera na indústria do floating offshore wind, pela Beyond Net Zero”, salienta o Hub Azul.

O investimento em 2022 em startups Bluetech e Blue Economy na área da aquacultura chegou aos 233 milhões de euros, um crescimento aproximado de 6% face a 2021.

“Comparando 2022 com os primeiros nove meses de 2023 foram feitas apenas duas rondas acima de series B, ambas para a EFishery, em Maio e Julho”, diz o Hub Azul.

Na análise a estes dados o Hub Azul salienta que nas indústrias mais escaláveis, como a da robótica e do shipping, “tem-se visto surgir operações de late VC com elevados montantes, marcando uma separação versus o tradicional domínio de seeds e series A”.

O Hub Azul sublinha que as tecnológicas climáticas dominam a avaliação total, com aproximadamente um terço, “talvez porque esteja bem identificado como potencial de investimento sustentável”.

A plataforma Hub Azul Dealroom, insere-se no projeto Hub Azul Portugal, financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Fórum Oceano, é o responsável pela criação do modelo de negócio global para o Hub Azul, em articulação com o seu Conselho de Gestão Estratégica, presidido pela Direção-Geral da Política do Mar.

Fórum Oceano e a World Ocean Initiative, do The Economist Impact, unem-se em estratégia digital para fortalecer uma Economia Azul sustentável

O Fórum Oceano – entidade gestora do Cluster da Economia Azul de Portugal, e a World Ocean Initiative, do The Economist Group, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para a promoção, através da plataforma digital Hub Azul Dealroom (https://hubazuldealroom.forumoceano.pt/intro), de um ecossistema na Economia Azul sustentável que promova a inovação e o investimento de forma global.

 O objetivo deste MOU é expressar o compromisso de ambas partes em identificar e apoiar oportunidades que contribuam para o desenvolvimento de uma economia azul sustentável. Esta “knowledge-partnership” representa um passo significativo no sentido de enfrentar os desafios mais urgentes que os oceanos enfrentam, através de esforços colaborativos.

O Hub Azul Dealroom é a primeira plataforma digital projetada para mapear rapidamente informação de negócios da Economia Azul e fazer um “match” entre startups, SMEs e investidores. O Dealroom já tem registadas mais de 1.200 startups (com mais de 1.800 rondas de investimento), cerca de 2.600 investidores e mais de 120 grandes empresas. O site da plataforma revela ainda que já foram efetuadas 1.631 rondas de financiamento.

Na qualidade de “Knowledge Partner”, a World Ocean Initiative (WOI) irá colaborar com o Fórum Oceano no desenvolvimento e promoção da plataforma digital Hub Azul Dealroom. Esta iniciativa, gerida pelo Fórum Oceano e financiada pelo EU Next Generation – Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, serve como pedra basilar para fomentar o investimento ESG na construção de um modelo de negócio do Cluster da Economia Azul de Portugal e do Hub Azul.

A WOI também irá fornecer apoio de consultoria, sem compromissos financeiros, para o desenvolvimento da rede Hub Azul, incluindo aconselhamento sobre missões empresariais, atividades como eventos e programas, refinamento do modelo de negócios e estabelecimento de novos relacionamentos relevantes. O Fórum Oceano, por sua vez, apoiará os esforços da WOI para a transição para uma economia azul sustentável. A próxima Economist Impact’s World Ocean Summit (Economist Impact’s World Ocean Summit) regressa a Lisboa em março de 2024.

Ruben Eiras, Secretário-Geral do Fórum Oceano: “Este MoU marca um momento crucial nos esforços coletivos para fornecer melhor informação, conteúdo e inteligência para o empreendedorismo e investidores que estão focados na promoção de uma verdadeira economia ESG azul.  Ao unir forças com o WOI, do The Economist Impact, pretendemos desbloquear novas oportunidades e estabelecer uma referência global para soluções inovadoras em todos os setores da economia azul, estabelecendo modelos de negócios que sejam ao mesmo tempo rentáveis e geradores de um “superávit ambiental” para os ecossistemas do oceano”.

Tatiana Der Avedissian, head of business development da World Ocean Initiative (WOI) do The Economist Impact: “A WOI tem defendido a necessidade de colmatar a lacuna de investimento na inovação oceânica através da World Ocean Summit anual e da 2022 World Ocean Tech and Innovation Summit. Acreditamos que este é um fator crucial para acelerar a transição para uma economia azul sustentável. O Hub Azul Dealroom é uma grande iniciativa que apoiará este objetivo e estamos felizes em apoiar este esforço como Knowledge Partner”.

Esta colaboração entre o Fórum Oceano e a WOI representa um compromisso partilhado para impulsionar mudanças positivas na economia azul global e dá o mote para práticas inovadoras e sustentáveis que pretendem moldar o futuro dos nossos oceanos.

GOVERNO ANTECIPA CRIAÇÃO DE 30% DE ÁREAS MARINHAS PROTEGIDAS PARA 2026

O Governo antecipou para 2026 a meta de criação de 30% de áreas marinhas protegidas, inicialmente prevista para 2030, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro, que afirmou que Portugal pretende manter uma “posição de charneira na economia azul”. Estes anúncios foram feitos por António Costa no Fórum de Investimento na Economia Azul Sustentável, que decorre esta quarta no Centro de Congressos do Estoril, em Lisboa, e visa “debater o crescimento económico impulsionado pela economia do oceano”.a área das energias renováveis, António Costa referiu que Portugal tem a ambição de “atingir uma capacidade instalada de produção de energia eólica offshore de dez gigawatts até 2030”.A par destes anúncios, António Costa salientou que Portugal está “fortemente empenhado na descarbonização do transporte marítimo” e “continua a investir ativamente em infraestruturas para a economia azul”, referindo que, no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), está previsto um “plano de financiamento de 87 milhões de euros para a criação do Hub Azul” Portugal, “uma rede de centros de investigação e desenvolvimento e de universidades focadas na ciência, tecnologia e inovação marinhas”.Esse hub, segundo o primeiro-ministro, irá “duplicar o número de startups a operar em Portugal na área da economia azul, bem como o número de projetos apoiados por fundos públicos”.Costa destacou que Portugal quer ser “um pólo europeu de excelência na área da biotecnologia azul, atraindo investimento e know-how (em português, saber como) de todo o mundo para desenvolver ciência de ponta e gerar novo valor de mercado”, estando a ser criado, nos terrenos da antiga refinaria de Matosinhos, o Centro Internacional de Biotecnologia Azul.O chefe do executivo referiu que, “para poucos países o mar é tão fundacional como para Portugal” e sublinhou que, a nível nacional, “a bioeconomia e a biotecnologia azul já desempenham um papel fundamental”.”Mas o potencial de crescimento é enorme e, neste sentido, Portugal tem integrado a sua política marítima, ordenado o seu espaço marítimo e promovido energias renováveis oceânicas de forma a criar todas as condições para estar na linha da frente ao nível da economia azul”, frisou.

Notícia publicada no jornal Público:
https://www.publico.pt/2023/10/04/azul/noticia/governo-antecipa-criacao-30-areas-marinhas-protegidas-2026-2065632

CONSELHO DE GESTÃO ESTRATÉGICA DO HUB AZUL APOSTA NA PROJEÇÃO INTERNACIONAL

O Conselho de Gestão Estratégica do “Hub Azul, Rede de Infraestruturas para a Economia Azul” reuniu-se hoje, no Porto, para discutir um modelo de governação que promova sinergias entre PMEs e start-ups, grandes empresas, centros de interface e universidades. O Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, participou nos trabalhos.

Estas sinergias são cruciais para o sucesso da estratégia de ampliação e promoção dos setores tradicionais e emergentes da economia azul e permitirão beneficiar das oportunidades decorrentes das transições climática e digital, fundamentais para aumentar a projeção internacional deste setor económico em Portugal.

Nesta reunião foi ainda dada atenção particular à organização da segunda edição do Sustainable Blue Economy Investment Forum (SBEIF), que se realiza no próximo dia 4 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril, com o objetivo de dinamizar a projeção internacional da economia azul nacional, fator elementar para atrair novas empresas e investimento direto estrangeiro.


Notícia publicada no site
Oficial do XXIII Governo Constitucional – República Portuguesa (Portugal.gov.pt): https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/comunicado?i=conselho-de-gestao-estrategica-do-hub-azul-aposta-na-projecao-internacional

NOVO HUB AZUL DE LEIXÕES. ABERTO CONCURSO NO VALOR DE 4,9 MILHÕES DE EUROS

Está aberto o concurso público para o novo Hub Azul de Leixões. Estão disponíveis 4,9 milhões de euros para a sua construção sendo que as empresas interessadas têm 90 dias para concorrer.

O Hub Azul é uma infraestrutura científica, tecnológica e de inovação, que tem como objetivo desenvolver a economia azul.

O novo Hub Azul de Leixões, inclui a construção de um tanque central multiusos, com um prazo de conclusão de 365 dias, tendo como entidade adjudicante o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), enquanto líder do consórcio HUB Azul de Leixões.

O caderno de encargos prevê que a obra seja realizada na Plataforma Logística do Porto de Leixões, com prazo de finalização até ao final de 2025.

O Hub Azul Leixões para além do INESC TEC reúne outras entidades como: a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a Câmara Municipal de Matosinhos, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) e o Fórum Oceano.

Notícia publicada no Jornal Económico: https://jornaleconomico.pt/noticias/aberto-concurso-para-novo-hub-azul-de-leixoes-no-valor-de-49-milhoes-de-euros/

HUB AZUL PENICHE LANÇA CONCURSO 5,6M€ PARA INCUBADORA DE STARTUPS DA ECONOMIA DO MAR

A entidade gestora do Polo de Peniche do Hub Azul, Smart Ocean – Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche, aprovou a abertura e o lançamento do concurso internacional para a empreitada de construção do edifício Smart Ocean Open Labs.

Saiba mais: https://www.dinheirovivo.pt/empresas/lancado-concurso-de-56milhoes-para-incubadora-de-empresas-da-economia-do-mar-em-peniche–16878322.html

MATOSINHOS FAZ PARTE DO ‘HUB AZUL’ JUNTANDO CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARA APROVEITAR POTENCIAL DOS RECURSOS MARINHOS

Matosinhos é uma das autarquias incluídas no Hub Azul”, que é a Rede de Infraestruturas para a Economia Azul. A rede Hub Azul, que inclui Lisboa, Oeiras, Porto, Matosinhos, Algarve, Peniche e Açores, com um investimento total de 87 milhões de euros, contará com verbas do PRR – Plano de Resolução e Resiliência.

Na sexta-feira, dia 11, já avançou um primeiro passo para o projeto Hub do Mar, que será instalado na Doca de Pedrouços, em Lisboa, com a candidatura aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em 31 milhões de euros.

O desenvolvimento do projeto arrancou com a assinatura do acordo de consórcio, celebrado entre cinco parceiros, designadamente a Câmara Municipal, a Universidade de Lisboa, a Docapesca, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Fórum Oceano, numa cerimónia que contou com a presença do ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, e que terminou com a visita ao espaço da Doca de Pedrouços que irá acolher o Hub do Mar.

O edifício do Hub do Mar vai ser construído na Doca de Pedrouços, ao lado da Fundação Champalimaud e da Fundação Gulbenkian, e pretende ser um espaço para acolher “muitas empresas” na área do mar, que potencie “a criação de valor através da inovação, da tecnologia e da ciência”, juntando as universidades e centros de investigação.

O ministro do Mar disse que o investimento de 31 milhões de euros do PRR é 100% a fundo perdido, para construir na Doca de Pedrouços um novo edifício chamado de Shared Ocean Lab [laboratório oceano partilhado], que vai ter vários laboratórios para diferentes tipos de atividades da economia azul e espaços cientificamente equipados, inclusive para prototipagem e biorefinarias.

“Estas serão infraestruturas de uso partilhado onde se poderão desenvolver múltiplos projetos de investigação e inovação”, indicou Ricardo Serrão Santos, adiantando o que o Hub do Mar vai ainda incluir “um espaço dedicado a um biobanco nacional de recursos marinhos, com todo o equipamento laboratorial para a sua manutenção, assim como um ‘datacenter’ associado ao Hub Azul”, que é a Rede de Infraestruturas para a Economia Azul.

Realçando que em Portugal a investigação em ciências do mar “é de ponta”, inclusive em termos de produção ‘per capita’ está em número um na União Europeia, segundo o relatório de 2020 da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO, o ministro disse que essa “excelente investigação científica e inovação” ao nível das universidades não se tem verificado em termos de transição para o mundo empresarial e para a economia.

Nesse sentido, a rede Hub Azul, que inclui Lisboa, Oeiras, Porto, Matosinhos, Algarve, Peniche e Açores, com um investimento total de 87 milhões de euros, entre os 252 milhões previstos do PRR para desenvolver uma economia do mar, vai ser “um pontapé de saída muito importante” para fazer a interligação entre a ciência e inovação e o mundo empresarial neste domínio, inclusive na biotecnologia azul com as farmacêuticas, nas engenharias dos sensores, dos módulos subaquáticos autónomos e na área da aquicultura.

“Temos excelente investigação na área das biotecnologias. Agora é preciso passar de facto para a economia produtiva”, reforçou Ricardo Serrão Santos, realçando a importância de Portugal aprofundar a sua relação com o mar, “reconhecendo o seu potencial para ser um fator determinante para o crescimento económico do país”.

Artigo completo publicado em Notícias Primeira Mão:https://noticiasprimeiramao.pt/matosinhos-faz-parte-do-hub-azul-juntando-ciencia-e-tecnologia-para-aproveitar-potencial-dos-recursos-marinhos/

CÂMARA DE LISBOA PREVÊ INVESTIR 26 MILHÕES DURANTE 75 ANOS NUMA CONCESSÃO PARA INSTALAR HUB DO MAR

A Câmara de Lisboa aprovou a celebração de um contrato de concessão com a Administração do Porto de Lisboa para instalar o Hub do Mar, na Doca de Pedrouços, investindo 26 milhões de euros até 2098.

A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira a celebração de um contrato de concessão com a APL – Administração do Porto de Lisboa para instalar o Hub do Mar, na Doca de Pedrouços, investindo 26 milhões de euros até 2098.

Em reunião privada, a proposta para submeter à autorização da Assembleia Municipal de Lisboa a celebração de um contrato de concessão entre a APL e o município foi aprovada entre os 17 membros do executivo, com 12 votos a favor, dos quais sete da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa sem maioria absoluta, quatro do PS e um do Livre.

Houve ainda quatro abstenções, duas do PCP e duas dos Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), e um voto contra do BE, indicou à agência Lusa fonte do gabinete do presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD).

Apresentada pelo presidente e pelo vereador da Economia e Inovação, Diogo Moura (CDS-PP), a proposta pretende o uso privativo de uma parcela de domínio público em Pedrouços para a instalação do Hub do Mar de Lisboa — Polo de Empresas e Shared Ocean Lab [laboratório oceano partilhado] “pelo prazo de 75 anos”, com os respetivos encargos financeiros, no valor total estimado de 26.080.243,20 euros.

Dos 26 milhões de euros de despesa estimada durante o período de 75 anos, prevê-se 395 mil euros para este ano, 35 mil euros para 2024, 35 mil euros para 2025, 107 mil euros para 2026, 359 mil euros para 2027 e 25,1 milhões de euros entre 2028 e 2098, segundo o documento aprovado.

O contrato de concessão com a APL prevê que o município de Lisboa invista “no direito de utilização privativa de uma parcela do domínio público (hídrico) do Estado Português que se encontra afeta à APL e integrada na respetiva área de jurisdição, com a área de 7.484,00 metros quadrados, incluindo a nave jusante sita junto à Doca de Pedrouços, para instalação do Hub do Mar”.

“Em contrapartida, fica o município obrigado, ao pagamento da taxa de utilização privativa no valor 4,00Euro/m2/mês (quatro euros por metro quadrado por mês) sobre a área da concessão (7.484,00m2)”, sujeita a atualizações anuais, lê-se na proposta, referindo que há bonificações iniciais ao respetivo valor, nomeadamente 95% no período compreendido entre a celebração do contrato e o início da obra, 90% na pendência da obra e 50% nos seis meses subsequentes à conclusão da empreitada.

Em 11 de março de 2022, foi assinado um acordo de consórcio entre o município de Lisboa, a Docapesca, o Fórum Oceano, o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) e a Universidade de Lisboa, com a candidatura aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), solicitando 31 milhões de euro para a construção do Hub do Mar.

Apelidado por Carlos Moedas como Hub dos Futuros Unicórnios do Mar, o projeto pretende ser “uma infraestrutura com capacidade de cimentar e potenciar uma economia azul sustentável e circular, que contribua para robustecer um ecossistema altamente inovador e empreendedor”.

O projeto pretende ainda promover “atividades de investigação e inovação, prototipagem e testagem, funcionando como um elo agregador, gerador de complementaridades e de sinergias que potenciem as condições ideais para o sucesso de soluções inovadoras e de novos negócios”.

O Hub do Mar ficará localizado na Doca de Pedrouços, num espaço com um caráter arquitetónico marcadamente industrial, ligado à economia azul, mais especificamente ao setor das pescas, e que, “encontrando-se atualmente isolada da cidade, possui as condições ideais para a criação de uma nova centralidade, alicerçada na regeneração urbana desta zona”.

Na votação a esta proposta, a vereação do BE justificou o voto contra com a necessidade de uma estrutura de defesa e conservação do mar em vez de um Hub dos Unicórnios do Mar, considerando que “o mar não é um recurso a explorar, mas sim um ecossistema a proteger”.

O projeto do Hub do Mar integrou o programa eleitoral da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) nas eleições autárquicas de setembro de 2021, em que o social-democrata Carlos Moedas derrotou o socialista Fernanda Medina na conquista da presidência da Câmara de Lisboa.

Artigo completo publicado no ECO: https://eco.sapo.pt/2023/06/14/camara-de-lisboa-preve-investir-26-milhoes-durante-75-anos-numa-concessao-para-instalar-hub-do-mar/

“HUB DO MAR” VAI AVANÇAR NA DOCA DE PEDROUÇOS

Acordo de consórcio foi assinado a 11 de março entre a Câmara Municipal, a Universidade de Lisboa, a Docapesca, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, e o Fórum Oceano. O projeto será objeto de candidatura aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no valor de 31 milhões de euros.

O “Hub dos Unicórnios do Mar”, disse o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vai “juntar as startups com a ciência” e conseguir “fazer crescer empresas na área do mar”.

No final da cerimónia, que contou com a presença de Ricardo Serrão Santos, Ministro do Mar, Carlos Moedas deixou bem expressa a importância do projeto para a cidade, revelando que “se tivesse algo a escolher para concretizar durante o meu mandato, era isto”.

A futura construção, na Doca de Pedrouços, junto à Fundação Champalimaud e Fundação Gulbenkian, visa criar as condições para a consolidação de um Hub azul de inovação, tecnológico e empresarial, capaz de gerar e consolidar um ecossistema de excelência, associando valências que assegurem e desenvolvam sinergias, capazes de constituir um espaço de diálogo e cooperação entre as universidades e centros de investigação, as empresas e os empreendedores.


Artigo completo publicado no site da Câmara Municipal de Lisboa: https://www.lisboa.pt/atualidade/noticias/detalhe/hub-do-mar-vai-avancar-na-doca-de-pedroucos

OLHÃO VAI TER UM POLO HUB AZUL PARA POTENCIAR A ECONOMIA DO MAR

Candidatura a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência foi aprovada

Será «um laboratório vivo, essencial para o desenvolvimento de serviços, bens e produtos nas áreas da biotecnologia, alimentação e valorização de recursos endógenos do mar» e vai nascer no Porto de Pesca de Olhão em 2025, na sequência de uma candidatura liderada pelo Município de Olhão, recentemente aprovada.

O Polo HUB Azul do Algarve «irá nascer da reconstrução e ampliação do edifício existente no limite sul da área portuária de Olhão, no pontão nascente do porto de pesca», segundo a Câmara de Olhão.

«Numa área de 836 metros quadrados, serão instalados vários laboratórios de ensaios e cultivo de organismos marinhos, dotando o polo com capacidade para biologia molecular, biologia geral ou patologia, incluindo novas tecnologias e robótica, bioprospecção para a indústria cosmética e a farmacêutica», acrescenta.

Aprovada a candidatura, «o processo encontra-se, neste momento, na fase de elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades».

A infraestrutura vai custar 4,4 milhões de euros, repartidos pelo Fundo Azul e pela autarquia, e resulta de uma candidatura a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, liderada pelo Município de Olhão.

O consórcio criado para implementar este projeto também inclui a Universidade do Algarve, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a Docapesca, e o S2AQUAcoLAB – Laboratório Colaborativo em Aquacultura Sustentável e Inteligente.

«Estes são os parceiros relevantes para a execução do projeto, que assumiram o compromisso de criar sinergias que potenciem o desenvolvimento, atraiam empresas e investimento, e criem postos de trabalho», diz a autarquia.

Para António Pina, presidente da Câmara de Olhão, «pretende-se criar condições para uma economia do mar mais competitiva, mais coesa e inclusiva, mas também mais descarbonizada e sustentável, com maior capacidade de aproveitamento das oportunidades provenientes das transições climática e digital, ao mesmo tempo que se reforçam a formação e a capacitação técnica dos trabalhadores e estudantes na área do mar».

Artigo completo publicado em Sul Informação: https://www.sulinformacao.pt/2023/03/olhao-vai-ter-um-polo-hub-azul-para-potenciar-a-economia-do-mar/